Sábado, Agosto 27, 2005

Vou de Erasmus 

Vou de Erasmus com a Carla, como de resto todos vocês já devem saber.

Escreverei frequentemente em www.grandasiena.blogspot.com todas as novidades.

Grandes abraços e beijinhos distribuídos respectivamente conforme a minha virilidade requer!

Muitas saudades terei de vocês todos.

Até daqui a um anito.

Sábado, Janeiro 22, 2005

Allô!!  

Aqui estou eu em casa a estudar SD!! Vou mesmo muito atrasada, mas como é uma verdadeira seca, decidi vir dar uma olhada ao blog e vi que desde 23 de Novembro que ninguém vinha cá! Sim, não vou falar nisso porque como dá para ver pelos posts eu não tenho muita moral para refilar com a não comparência de pessoal a este blog! Vim só dar o ar da minha graça e dizer que eu até gostava de ler o que se escrevia e agora não tenho nada para ler :(
Pessoal dado aos filmes e à leitura...quando tiverem tempo digam qq coisita que já estou com saudades :)



Terça-feira, Novembro 23, 2004

Highlight da "Time" desta semana 

«Science without religion is lame, religion without science is blind», Albert Einstein

Quarta-feira, Setembro 22, 2004

"O Senhor Ventura" de Miguel Torga 

Devido à minha vergonha de tão pouco conhecer dos autores nacionais e aproveitando que o meu avô (membro "gold" do Círculo de Leitores há mais de 15 anos) tinha uma colecção toda bonitinha da obra completa do Miguel Torga, tentei achar algo que não fosse um ensaio sobre o país, e que não fosse nem o "Teatro", nem os "Diários", e não foi fácil.

Este é um pequeno conto (100 páginas) que narra a história de um português de gema (o Sr. Ventura) desde que decide emigrar para vencer na vida até regressar ao Alentejo rural de onde parte. Está escrito como se alguém o estivesse a contar a um grupo de crianças à volta da fogueira, e que apesar de ser perfeitamente encaixável em muitas vidas reais tem algo de lenda na maneira como está escrito.

É bonito o modo como sem dar por isso nos identificamos com o comportamento desta personagem, que nas suas atitudes tem de facto uma portuguesice que dá para reconhecer quando é encaixada entre locais e gentes remotas como o é neste livro. O Sr Ventura pessoalmente também me recordou muito as desrições que o meu avô me faz das gentes mais simples que nunca saíram da aldeia, e penso que é um tipo de carácter que faz falta conhecer (ou talvez relembrar seja a expressão) e apreciar hoje em dia, de tão bonito e português que é.

Miguel Torga escrever em prefácio: "Querido Leitor: Não sei com que palavras te hei-de apresentar este livro. Escrito de uma assentada há mais de quarenta anos, na idade em que os atrevimentos são argumentos, nele deixei a nu toda a fantasia descabelada e toda a canhastrez expressiva que se tem impunentemente na juventude. Mas tão embaraçado fiquei, quando na maturidade o reli, que fiz os possíveis por esquecê-lo e por que fosse esquecido. Hoje, porém, nesta vertente da vida em que se olham com lucidez e benevolência os verdores da mocidade, resolvi recuperá-lo (...) No presente, é mais que certo que não conceberia a narrativa tão linear e apressada (...) Nesse capítulo nunca mais tive experiência igual. A caneta parecia-me na mão o cabo endiabrado de uma vassoira de feiticeira.(...)"

Acaba por dizer neste prefácio em jeito de desculpa as características que achei mais agradáveis no livro - a intensidade da personagem e o ritmo da sucessão dos acontecimentos na vida do Sr Ventura, que tornam a narrativa na tal história à volta da fogueira. Muito simples, e muito bonito.

Segunda-feira, Setembro 13, 2004

"O Afinador de Pianos", de Daniel Mason 

Na minha já longa luta para adquirir ritmo e hábito de leitura queria arranjar um livro cujo conteúdo realmente me interessasse, e a escolha não podia ter sido mais indicada.
Um afinador de pianos londrino é requisitado pelo exército britânico para ir afinar um piano na Birmânia oriental, uma colónia inglesa jovem e instável na época em que decorre a acção.
Para além de ser um reflexo de um notável trabalho de pesquisa por parte do autor, que aqui introduziu festas populares, mitos, religiões, dialectos e idiossincrasias de uma Birmânia que já não existe, as personagens, cores, cheiros e viagens que se sucedem ao longo do livro bombardearam-me imagens lindíssimas para a cabeça, e deixaram-me seriamente com vontade de um dia marcar uma passagem para o Mienmar e ir procurar paisagens como as aqui descritas.
Toda a acção está recheada de "estórias" (como está agora na moda escrever) e dramáticas viragens de enredo do princípio ao fim, que surpreendem e não deixam largar o livro para poder ler só mais um capítulo..as últimas 100 páginas então não se lêem, devoram-se.
Se esta história se transformar em filme Hollywoodesco -séria candidata- fico muito grato por ter contactado com ela na forma original, para que não me imponham outras paisagens que as que o livro me gravou. Muito bom!

Terça-feira, Setembro 07, 2004

Nova Temporada 04/05 

Estamos a começar uma nova temporada. Uns mais cedo que outros :(. Contudo, queria relembrar que já este domingo (dia 12) às 8:30 da matina recomeçamos os jogos de futebol na cidade universitária. Quantos aos impérios6horas (ou deveria dizer castália”HiperAtrasadosDeManeiraAleatóriaEApenasDepoisDeUmaDataDeTelefonemasQueVãoContraOEspíritoInicialDaCoisa”horas) penso que também vão recomeçar. Alguns de nós vão de Erasmus e companhias e não os vamos ver durante uns tempos. Boa sorte para eles, que se divirtam muito e trabalhem pouco! :D


“Sete Anos no Tibete” de Heinrich Harrer 

Tendo visto o filme, foi resultado de dele ter gostado tanto que procurei o livro que o originou. Não esperava encontrar o que encontrei. O filme é uma romantização da história verdadeira. Mas o livro não se escreve todo da história do homem que foge à 2ª grande guerra e descobre o Tibete: escreve-se também do homem que viu um mundo prestes a acabar, mundo esse que descreve de uma maneira brilhante e humilde, despretensiosa, mundo esse que por sua vez me atrai de maneira visceral.
Nunca em detrimento do filme, o livro vale por si mesmo muito mais, mesmo contando com a redundância.

«O meu desejo mais profundo é o de que este livro possa trazer alguma compreensão para com um povo cuja vontade de viver em paz e liberdade é praticamente ignorada por um mundo de apatia.»


“O Fio das Missangas” de Mia Couto 

Mia Couto à boa maneira. 29 pequeninas grandes estórias. Verdadeira portugalidade.

«
– Aprender a falar é fácil. Com o devido respeito de vossa mãe. Que é muda. Só que a voz lhe está adormecida.
…no capítulo das falas tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhor engolir sapos.
– E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar.»


“Uma Casa em Portugal” de Richard Hewitt 

Uma história verdadeira contada na primeira pessoa sobre um casal de americanos que decide vir viver para o nosso tão peculiar país. Já li isto há uns tempos, e não me canso de aconselhar a sua leitura. É divertido, cheio de um sentido de humor tão assaz e pertinente pela imparcialidade. É sempre curioso saber como somos vistos enquanto povo. Chega a ser tocante o amor e a ternura que o autor nutre por este tão idiossincrático 3º mundo a que chamamos Portugal.
A sua leitura talvez seja uma maneira mais inteligente de culto ao patriotismo que bramir bandeiras e cachecóis ao compasso de um jogo da selecção. Como é que os estranjas vêem melhor aquilo que muitos de nós nem enxergam? Cultura? Educação?


“Guerra e Paz” de Leo Tostoi 

A tão aclamada obra-prima de Leo (ou Leão, seja à vontade do freguês) Tolstoi – dos maiores, senão o maior escritor russo do século XIX – fornece-nos uma ideia bastante concreta do que era a fútil alta sociedade na sua época (e se mo permitem, penso que em todas as épocas). Tolstoi traça com uma precisão assombrosa algumas personagens intemporais que ficarão para sempre marcadas na minha maneira de ver o mundo. Fala-se de História, das maneiras de se escrever História, das maneira da História acontecer, de política, de espiritualidade, de religião e de amor. Pedro, a personagem principal, redonda como mais nenhuma que conheça, aprende (e ensina-nos) lições de vida que mudam a sua maneira de encarar o mundo, e consequentemente, o mudam enquanto ser humano.

Mais uma vez, para os mais preguiçosos e apenas interessados na estória, remeto-vos para o filme.

«Sinto-as, vejo-as por todo o lado, esta hipocrisia e esta cegueira … mas, onde arranjar palavras para explicar-lhes tudo quanto tenho a dizer-lhes?»


Quarta-feira, Julho 14, 2004

o anti-emplastro 

mais um jantar, mais uma optima fornada de fotografias no site. a de abertura então está muito artística,de facto para contrastar com os meus olhos de sono nada como os olhos esbugalhados da carla.
não pude deixar de reparar que não apareço em nenhuma das fotos de grupo finais de cada reportagem fotográfica do imperio6horas. é o que dá quando se tem d sair mais cedo dos jantares para ir marrar dpois de uma ida ao estoril :)

Domingo, Julho 04, 2004

Scent of a Woman 

Para mim nunca o Al Pacino esteve melhor. O argumento é magnífico e presumo que 90% da minha audiência particular no canal Hollywood seja a rever o filme.
Na argumentação final em defesa do Charlie há uma fala que me marcou. Penso que se aplica a muito mais do que à primeira vista poderia parecer.
No entanto, sou daquelas pessoas com problemas em memorizar falas. Nem a merda duma matrícula consigo memorizar em menos de 10 minutos. Só ao fim de mais de um ano decorei a porra do meu número de telefone, e ainda hoje me esqueço dele. Mas pronto, finalmente consegui decorar a fala, e transcrevo-a aqui, mais ou menos, como é:
«I've been around you know?
«There was a time I could see.
«And I have seen, boys like these,
«younger than these, their arms torn out,
«their legs ripped off.
«But there isn't nothin' like the sight
«of an amputated spirit,
«there is no prosthetic for that.»

Terça-feira, Junho 22, 2004

imperio6horas tem página! 

É verdade. E bem feita. Graças ao Artax que finalmente, depois de muito tempo à beira do abismo, deu um passo em frente.
http://imperio6horas.no.sapo.pt

Seleccionados para Jogo de Domingo! 

Estamos todos. À semelhança do que se passa no império6horas, existe a ideia de criar um estádiouniversitário8e30damanhã. Por outras palavras: e se todos os Domingos o pessoal se reunisse para jogar à bola. E cedo para deixar o dia livre e não haver desculpas!
É mais uma ideia que sei de antemão que já tem alguns adeptos.
Domingos, frente à reitoria, 8h30min (não, não é 20h30min).


Sexta-feira, Abril 09, 2004

"A Voz dos Deuses" de João Aguiar 

Já notei por diversas vezes que muitos de nós se perdem por vezes nos recâmbiantes do anarquismo reservado. Compreenderia isso se a nossa nação fosse outra, e não esta que tem um passado riquíssimo e uma das Histórias com maior motivo de orgulho do mundo. A meu ver, atenção, o orgulho nacional (chamem-lhe patriotismo desde que isso não evoque imagens do Mel Gibson ou de qualquer outra importação Hollywoodesca) é algo extremamente bonito, que faz de nós um pouco mais que animais, que faz de nós um nó na cadeia que une antepassados e descendentes, que une aqueles que viveram (e muitos que morreram) para que hoje façamos o mesmo para os próximos. Só morre quem é esquecido (cito não menos que Padre António Vieira) e, ao desprezar o amor que há que sentir pela terra que pisamos e da qual (quer queiramos quer não) somos filhos, estamos a negar a memória de uma infinidade de vidas que se quiseram – tanto no seu tempo como nós hoje – duradoiras, eternas e nunca inconsequentes.
Dito que está o que me apertava o gasganete de há uns tempos a esta parte, passemos ao livro que me serviu de ponto de partida: “A Voz dos Deuses”. Basicamente é a história de Viriato de que todos já ouvimos falar, mas que, invariavelmente, não fazemos puto de ideia de quem foi ele de facto. Certo é que ninguém sabe. Mas podemos imaginar, e podemos supor que tenha sido ele o organizador daquilo que nos faz portugueses (lusitanos se preferirem) e que, por si só, é tão português: a unidade. Consequência da pequenez geográfica ou da identidade de um povo? Não interessa, o que é facto, é que poucos países (nenhum? Ou talvez o Mónaco… nem isso!) se podem orgulhar de não serem uma concatenação de países mas sim um país num todo e em completude.
O livro lembra as aventuras criadas por Walter Scott que tanta fantasia me trouxeram em puto. Não tem pretensões algumas nem o escritor aspira ao Nobel (graças a Deus, se mo permitem). No entanto, o livro não deixa de ser uma referência visto que resume para o comum dos mortais alguns pontos fulcrais que, empunhando um bilhete de identidade mal plastificado, de amarelo vómito, fonte rasca e impresso a máquina de escrever, deveríamos saber de cor! Se sabem o que há a saber sobre os povos iberos, confluências de culturas, os cultos, o Endovélico, a inundação Mesopotâmica, a invasão romana e Viriato e sua insígnia do Touro (por último mas central neste contexto) caguem na cena e vão dar aulas para uma faculdade qualquer. Se pelo contrário não sabem LEIAM A MERDA DO LIVRO. Tenho dito. :)

"A Laranjeira" de Carlos Fuentes 

Que fruto mais espanhol que a laranja? Os tomates e as laranjas, mas é destas últimas que este livro trata como fio condutor dos 5 contos/histórias de que é composto (se bem que, e permitam-me a nota, a espanholada talvez seja a maior exportação de nuestros hermanos).
O livro retrata primeiro o período das descobertas, fixando brilhantemente a atenção no fenómeno de confluência de raças e respectivas culturas, conhecimentos e tradições. A dicotomia da conquista do conquistador focada, como não podia deixar de ser, em Cortés. Neste caso acompanhamos a conquista do México (a Nova Espanha e o respectivo extermínio da população local – os maias) e ficamos a compreender melhor como a terra conquistada não virou simplesmente novo território Espanhol, e como, assim sendo, a Espanha deu um passo em frente, enriqueceu, e deixou os seus resquícios medievos para trás, sem esquecer a barbárie que tudo isto foi.
Como a história não é feita de factos associados a datas, mas sim de uma sequência causa-efeito de vontades, a segunda estórica histórica (passo a expressão) é a decadência consequente desta inter-conquista de povos, que Fuentes deixa transparecer com um espectacular ensaio literário num capítulo com 2 narradores: os 2 filhos de Cortés, um de mãe Espanhola, um de mãe indígena. A metáfora salta à vista.
Qual Orson Welles saltamos para a dinastia dos Cipões (ou Cepiões/Cepiãos/Cipiãos como tenho encontrado noutras leituras) na conquista da península ibérica por parte dos romanos. O capítulo chama-se “As duas Numâncias” e acaba, de facto, com a lenda da grande cidade, último bastião e alma de toda a ibéria. Nas suas deambulações, fiquei com a impressão que Fuentes tem muita dificuldade em lidar com a morte e/ou a caducidade da alma, isto pela atrapalhação que é inerente a algumas passagens de muito difícil compreensão. Não deixa de ser um conto lindíssimo que me foi muito útil como preparação para o livro que me esperava a seguir na mesa-de-cabeceira.
“Apolo e as Putas” segue-se como, na minha opinião, o clímax do livro. Raramente vi algo tão bem escrito, uma experiência literária com tantas vertentes que a releitura impõe-se por si própria com toda a naturalidade. Um actor de Hollywood de ascendência irlandesa, decadente, procura expurgar a crise que atravessa, a noção de vazio da sua vida e de inconsequência de tudo o mais, no México. Aqui acaba por morrer fodendo 7 putas. Enquanto morto, é ele mesmo que nos narra o resto do capítulo acabando no fim por morrer, já morto, em paz com o mundo. Confuso? Aconselho a leitura para mais esclarecimentos :) .
Por fim, a última história é um “E se” colocando Cristóvão Colombo na hipótese de não anunciar ao mundo a sua descoberta. Pessimísticamente, as garras da corrupção tudo acabam por perverter, mais cedo ou mais tarde. Uma nota de advertência e conclusão moral tipicamente colocada no fim do livro.
Em conclusão, é um livro bom para se saber um bocadinho mais do que é a História deste país vizinho que é também em parte um bocadinho da nossa própria História. Recursos estilísticos brilhantes, originais e inéditos mesmo, mas de leitura algo difícil (fico sem saber se por culpa da difícil tradução espanhol / português – por serem línguas tão parecidas mas de construção frásica divergente – se por culpa do próprio escritor que tanta ideia estrambólica tem na cabeça). Não deixará de ser, sem dúvida, uma referência.

Quarta-feira, Março 17, 2004

21 Grams, de Alejandro González Iñárritu  

Deste filme so sabia que era um filme com "emoções muito intensas" e que era "mto bom", pelo que as pessoas que já o tinham visto me diziam, mas não fazia ideia qual a história, de que tratava, que tipo d filme era, etc..fui ver e sim senhor, é um óptimo filme, e é realmente muito intenso, é arrebatador. Tem de ser visto com atenção, e não há muita gente que consiga estar 2h a ver um filme destes sem começar a desesperar e a deixar de lhe ligar, tal como com o "magnolia" (ou no "bandidos") isso às vezes é difícil.
A história do filme gira em torno da morte. Sean Penn (excelente desempenho, ou o mystic river é algo de assombroso, ou não percebo como não foi por este papel que ganhou o óscar) representa um homem que está à beira da morte e é salvo por um transplante, que por sua vez vem de uma pessoa que teve uma morte trágica. O filme aborda o sofrimento e os sentimentos de todos os envolvidos. Entre os óptimos desempenhos nos papéis secundários, o Benicio Del Toro está mto bem no filme.
Ao longo do filme, a par com a narrativa linear da história, vão passando imagens de momentos posteriores da acção, completamente aleatórios, que são na verdade um brinde a quem vê o filme com atenção, porque à medida que a narrativa avança e se chega aos vários momentos, vemos que afinal não são nada do que tinham parecido..assim, não se perde nunca o interesse mesmo nas partes mais "paradas" da acção.
Em resumo, recomendo vivamente, é um filme que, visto com atenção e a absorver tudo o melhor possivel, é realmente muito muito bom.

Terça-feira, Março 09, 2004

"Something's Gotta Give", de Nancy Meyers 

Ora la fui eu ver um dos filmes que realmente teria pena de perder desta optima safra que esta agora no cinema. Ja me tinham dito que era uma comedia com optimos desempenhos e que nao era daquelas que tenta arrancar a ferros o maior numero de risos/minuto da audiencia, como agora parecem ser as comedias. De facto, e assim mesmo - o filme tem optimos desempenhos, as vezes sao ate desconfortavelmente bons para o que esperamos de uma comedia deste genero.
O filme tem uma historia engracada, tem de facto momentos muito comicos, mas nao obriga a estar sempre a rir, tambem encaixa muitas vezes na categoria de "filme romantico". Jack Nicholson no seu melhor, ao bom estilo de "melhor eh impossivel", Diane Keaton mto bem tb, Keanu Reeves discreto e autentico (nao voa neste filme, o que e estranho dpois d tto matrix junto) e pronto, ta um filme bem escrito, bem representado e de categoria.
Claro que para quem nao gosta de comedias romanticas por mais bem feitas ou representadas que estejam nao vai passar a gostar com esta, porque pode ser uma boa comedia romantica, mas nao deixa de ser uma comedia romantica... Mas para quem gosta do genero (como eu - por mais anti-schwarzenegger que seja, admito que gosto) este filme passa a ser d certeza uma referencia.

Domingo, Fevereiro 29, 2004

“Monster” de Patty Jenkins 

A crítica muito que tem dito de Charlize Theron (a boazona moribunda do “Sweet November”, ou simplesmente a boazona do “The Italian Job”) neste “Monster”. Fui ver e confirmo. Brilhante. A rapariga engordou de tal maneira, com tal caracterização que está nojenta! Admiro a coragem, e se o objectivo dela era deixar de ser mais uma menina bonita de Hollywood e passar a ser uma actriz, então, pelo menos comigo, conseguiu.
A história é violentíssima, chocante. No fim do filme tive aquela sensação de precisar urgentemente de um duche. Tem mensagem. Todavia, não é por isso que aconselho o filme, porque custa muito a ver e mexe muito com as tripas lá bem no fundo.
Voltarei de certeza a ver o filme daqui a uns anos, mas agora nem consigo sacar o divx de tal modo que me quero afastar daquilo.

"Moby Dick" de Herman Melville 

Durante anos a ideia que tive deste livro foi sempre muito controversa. Por um lado a história para putos de que tanto ouvimos falar nos filmes americanos, por outro a obra brilhante que inaugurou a tão sui generis (e multi generis) literatura moderna. Decidi acabar com esta incongruência e ataquei as quase mil páginas de letrinhas pequeninas.
Toda a narrativa acontece num mundo ao mesmo tempo fantástico e concreto. Temos a sensação de que a história da literatura fez-se aqui, nestas palavras exactas que lemos. Metáforas que se transformam em parábolas da nossa civilização e que hoje compreendemos no quotidiano como quase óbvias. Cada passagem está tão transbordante de simbolismo que temos que ler e reler sem nunca deixar de lá encontrar maravilhas novas de abstracção, onde Melville consegue encontrar similitudes entre o mais excêntrico e o mais usual. Este nível de abstracção leva-nos a compreender personagens incríveis, cheias de força de carácter e de vida própria. E este processo leva-nos consequentemente a compreendermos um pouco mais de nós próprios. Só por isso, vale a pena. Por isto, a caça à baleia branca é um hino à própria essência humana, onde por mais que se tente, nunca deixaremos esta guerra entre o Bem e o Mal (tão em voga nos tempos que correm) que nunca distingue de maneira clara quem incorpora o Bem ou o Mal (também tão em voga nos tempos que correm).
Quanto a uma observação mais prática em termos literários a estupefacção continua. Melville salta de estilo em estilo, passando pelo épico, pelo teatro, pela descrição, pela política e religião, pela crítica de costumes, pelo drama (clássico e de que maneira) e até (durante páginas e páginas) pelo simples texto científico onde descreve a baleia conforme o que se conhecia dela há 200 anos. A maneira como as palavras escorrem cheias de significado denota uma linguagem universal, donde a tradução do original é completamente independente da língua, cultura ou religião.
Se antes achava que uma pessoa não podia perseguir a sua completude sem primeiro ler o “Livro de San Michelle“ e o “Senhor dos Anéis”, hoje acho o mesmo em relação ao “Livro de San Michelle“, ao “Moby Dick” e a ver o “Senhor dos Anéis” (obrigado Hollywood, simplesmente por existires).

Assim como que em jeito de P.S. transcrevo uma passagem do livro que penso que ilustra o brilhantismo metafórico de Melville, que eleva o símbolo acima do próprio objecto, universalizando-se, onde a sua capacidade de abstracção é o espelho de todo o pensamento humano, intemporal.

«…por maior que seja a superioridade intelectual de um homem, não lhe é possível dominar prática e duravelmente os outros homens sem representar uma espécie de mil comédias. É o que afasta os verdadeiros príncipes do império que Deus lhes preparou nas assembleias do mundo; deixa as mais altas honras para aqueles homens que se tornam famosos, mais devido àquilo que possuem de inferior aos príncipes do que devido às suas qualidades de superioridade sobre as massas. Mas existe um tal poderio nestas pequenas comédias, quando postas ao serviço de certas superstições políticas extremas, que não é raro vermos o mais imbecil assumir o poder. Mas quando, como no caso do czar Nicolau, a coroa do mando cinge um cérebro imperial, então a horda popular avilta-se e permanece esmagada perante a tremenda centralização. E o poeta trágico que canta o grande desejo de liberdade dos homens não deve jamais esquecer estes factos.»

Domingo, Fevereiro 22, 2004

"Animal Tropical", de Pedro Juan Gutiérrez 

Um livro narrado na primeirissima pessoa, em que a personagem principal e o proprio autor e que eh feito como um diario. Logo ao inicio, porém, e-nos prontamente esclarecido que se trata de uma obra de ficcao. Basicamente conta o dia-a-dia e as reflexoes de um cubano de gema, escritor e pintor, divorciado, macho latino, 50 anos, entre a sua casa em La Habana e Estocolmo, onde tem uma amante/admiradora/amiga..em muitas passagens (mesmo muitas) torna-se um autentico "O Meu Pipi em La Habana" ou "O Pipi visita Estocolmo", mas isso e apenas parte do conteudo, ja que tambem apresenta reflexoes curiosas acerca de modos de vida e das diferencas entre culturas, classes sociais e pessoas..
O melhor e capaz de ser o autor usar mto poucas palavras para colocar imagens mto reais e intensas na cabeca, descrevendo os ambientes de Cuba e Estocolmo de forma muito pitoresca..Mas no fim de contas nao e um livro que tenha um tema mto definido, nem mesmo principio meio e fim..e um romance muito intenso em forma de diario, e le-se num instante quando nao s tem exames..

Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

"ANYTHING ELSE" - WOODY ALLEN 

Ora, mais uma vez me ia esquecendo de dizer qq coisa sobre um filme que tinha visto antes de qualquer pessoa. Ora aqui vai...
Estou a falar de um filme do Woody Allen chamado Anything Else.
Basicamente o filme trata da historia de um rapaz, historia essa contada por ele proprio a maior parte do tempo, que se apaixona por uma rapariga completamente maluca da cabeca e quando as coisas na relacao comecam a ficar completamente imprevisiveis o nosso amigo Woody entra em accao com alguns dos seus conselhos.
Basta saber que o Woody Allen representa um papel de um gajo completamente apanhado do clima, e que o representa mto bem...como sempre.
Uma coisa a que achei piada: ver o rapazito do American pie a representar :)
Mas pronto gostei do filme.

Ps- Isto teve de ir sem acentos :)

"Big Fish" de Tim Burton 

Um dos filmes mais esperados dos últimos meses. Embora pessoalmente não seja um fã incondicional do muito “in” Tim Burton, devo dizer que tinha algumas expectativas. O filme começa e logo aí o surreal que acompanha os filmes deste jovem excêntrico realizador deu sinal de vida, contudo, também logo aí me apercebi que o ambiente obscuro e frívolo que acompanha invariavelmente o seu «Batman» ou o seu «Eduardo, Mãos de Tesoura» tinha sido eliminado de vez. De resto, a história, a meu ver, é um hino à sagueza. A fantasia assume aqui, em detrimento da sua acessoriedade, um papel central na história enquanto complemento para a própria realidade.
Parece-me fundamental nos dias de hoje, em que nos esquecemos que a mentira em si pode bem ser uma boa verdade e no entanto pisamos peremptoriamente qualquer traço de exclusiva fantasia, e em que preferimos um rápido comprimido de distracção à fantástica viagem que cada um pode dar no seu próprio imaginário – e, acima de tudo, partilhá-lo com os outros –, uma mensagem tal e qual aquela com que, sem dúvida, somos confrontados neste filme.
Não vale a pena falar sobre a representação de Ewan McGregor nem de outros detalhes que seriam politicamente correctos nesta situação. Basta dizer apenas que de 1 a 5 dou 6 a Big Fish, pelo argumento, sim, mas acima de tudo pelo prazer que é ir assim ao cinema.

P.S.: estavam 5 pessoas na sala de cinema e não haviam pipocas :D

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004

Thirteen 

..mais conhecido como "aquele filme que anda por ai com as duas gajas a mostrar a lingua c os piercings" - tem-se escrito bastante acerca da representacao e do optimo desempenho das actrizes neste filme. vi-o e de facto sao papeis todos optimamente desempenhados. o filme trata dos tipicos esforcos de uma miuda de 13 anos para ser popular e fixe num liceu dos eua, mas com uma abordagem mais seria e natural das coisas, tentando em certas alturas ser um filme o menos fashion possivel. a historia resume-se mto facilmente, e o que acabei d dizer e pouco mais, mas a representacao vale a pena. gostei.

Terça-feira, Janeiro 27, 2004

Agora sou uma pessoa muito doente... 

... até apanhei hipocondría!

Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

O último Samurai 

Finalmente tive tempo e dinheiro para ir ver. Apesar de ser um filme que praticamente já toda a gente viu, penso que é interessante o pessoal expor os seus comentários e interpretações não só daqueles filmes que ainda niguém conhece (como já foi sugerido), mas tb dos que já foram vistos pela maioria. Não é preciso armarem-se em críticos de cinema:p basta escrever qualquer coisinha para ver se este blog se mantém vivo...de vez em quando, principalmente quando se tem que estudar e não apetece, sabe bem chegar aqui e ter coisas novas para ler =)!!

De tanto ouvir falar do filme, lá fui ver naquela de não esperar grande coisa para não me desiludir. Pode-se dizer que é um filme bastante cuidado, com uma fotografia excelente, que do principio ao fim nos surpreende com toda a harmonia e beleza dos cenários. Os próprios exageros que tem, são bem conseguidos, tornando-o ainda mais comovente.

Gostei da interpretação do Tom Cruise (mais conhecido por Tó das Cruzes:)), apesar de ser o típico papel de heroi penso que o desempenhou muito bem. Acima de tudo gostei da história em si, da cultura e tradições dos samurais, da coragem e da convicção nos seus ideais.

Para quem não tinha grandes espectativas, fiquei espantada comigo mesma, pois é chamem-me lamechas, mas desde a morte de Katsumoto até ao fim do filme, fui acompanhada pelo belo do lenço de papel!!

=)

Domingo, Janeiro 18, 2004

Pessoal, aconselho todos a ouvirem uma música chamada Lôbia que está no Cd de um bacano que não sei quem és Prats!
:) mto fixe :P
Aqueles que já ouviram...oiçam outra vez :)

Pah...tou fã pah :)

Terça-feira, Janeiro 13, 2004

"Playtime - Vida Moderna" de Jacques Tati 

Oi pessoal, pois é há muito que não dou o ar da minha graça...mas parece que não sou a única!
Visto que houve uma ideia, com o objectivo de motivar o ppl a teclar um pouco, deixo aqui o meu contributo de forma a melhorar ou talvez piorar os dias deste blog :p!!

Sem grande noção do que ia ver, contando com meia dúzia de pessoas na sala de cinema, surpreendi-me logo aí. Apesar de não ser um filme de massas, nem da pipoca e já ter uns poucos de anos, pode-se dizer que a sala estava bem recheada!

A história passa-se nos anos 60 (mais coisa menos coisa) e em jeito de crítica social, retrata uma sociedade supérflua onde a crescente tecnologia e modernismo/ sofisticação se impõe, perante as pequenas coisas da vida e por vezes tão simples que a tornam tão especial.
Neste filme nada é deixado ao acaso, desde o primeiro minuto que se vivem momentos de bom humor, onde o pormenor tem tanta importância como o exagero e o ridículo das situações.

Para quem conhece o grande filme da carreira de Jacques Tati, "Mon Oncle", em "Playtime" consegue identificar o mesmo tipo de crítica bem humorada, que tanto caracteriza este realizador (também actor de ambos os filmes).

Na minha opinião, apesar do filme ser de 1963 (se não estou em erro), o drama social que se fala é bastante actual, o que nos leva a pensar no tipo de sociedade em que vivemos e nos factores que influenciam a sua desumanização, tornando-a supérflua, desinteressante e de aparências.

Quem estiver interessado, o filme encontra-se no Nimas (Av. 5 de Outubro 42b)!

:)


Domingo, Janeiro 04, 2004

“A ordem de Fénix” de J. K. Rowling  

O 5º da série. O maior. Na minha opinião o melhor. Comprei a versão em inglês para actualizar a minha fluência na língua. De início percebe-se que a escritora tentou parecer uma escritora a sério e o dicionário era o companheiro imprescindível para ir avançando na história. A partir do 3º ou 4º capítulo e daí até ao fim devem ter existido umas 3 ou 4 palavras que desconhecia e que nem me dignei a abrir o dicionário por causa delas. Por um lado a narrativa fulgurante não o deixava, por outro, duvido que alguma vez num livro de um escritor multi-milionário uma palavra faça a diferença.
A história per si abriu-se. Deixamos aquela sensação de «sim, ‘tá bem, já percebi que queres fazer suspense» para finalmente jogarmos com as cartas todas em cima da mesa.
Na minha opinião é mau, como seria de esperar, melhor que os outros todos, e um gajo não tem paz de espírito enquanto não acaba.
P.S.: inconscientemente, ainda existia em mim uma faúlha de esperança que no Harry Potter estivesse escondida uma mensagem. Não está.

“O rochedo de Tanios” de Amin Maalouf 

Um livro tão estereótipo do que é a escrita de Maalouf que por isso mesmo é fulcral. Uma introdução à história com meia dúzia de frases como apenas Maalouf e Mia Couto (dos que conheço) são capazes. A Narrativa passa-se no séc. XIX e não podia ser mais actual: a dissolução do império Otomano (mais metro menos tribo o actual Iraque), a guerra com o Egipto e a perversão infligida por tudo isto aos chamados “povos da Montanha” que tanto inspiraram este escritor. Tipicamente, é recriada uma veracidade de factos alternativa que se entrecruzam brilhantemente com o mundo real. É um choque, quando chegamos ao final do livro e em vez do esperado “baseado numa história verídica” encontramos apenas “tudo isto é fruto da minha imaginação”. Parece-me um prólogo para “Leão, o africano”. Fácil de ler, 300 páginas cheias de emoção, acção e História com H muito grande.

“O velho que lia romances de amor” de Luís Sepúlveda 

Mais um exemplo da explosão literária na América do Sul que nas últimas décadas muito tem impressionado tanto Portugal como a Europa (passando obviamente pela academia Nobel).
É um livro ultra-entusiasmante, uma história com conteúdo, andando sempre à volta da preservação das florestas amazónicas. Não brilha pelas descrições, não brilha pela narrativa, não brilha pelos diálogos nem pelos recursos estilísticos, e por isso mesmo é um livro que brilha pelo conjunto. Bastante, basta ver os prémios que ganhou lançando este escritor que é, nos dias de hoje, um nome mais que sonante. Um gajo enquanto não acaba não descansa. Parece que planamos sobre a história, com pequeníssimos parágrafos e frases curtas. Nunca ficamos presos numa descrição, nunca sentimos o cansaço da leitura acompanhada de raciocínio, contudo, não deixando a história em si de ser uma perfeição de subtileza. Uma história suave e doce, tal e qual a escrita.
Para os mais mandriões resta dizer que são 100 páginas apenas que se lêem perfeitamente numa viagem Ponte de Lima – Lisboa de 7 horas em autocarro, deixando tempo para comprar uma revista e bastantes pausas para bater uma sorna às cabeçadas ao vidro.

Sábado, Janeiro 03, 2004

Uma ideia... 

A ideia é simples, e bastante pouco original, mas parece-me interessante para voltar a trazer pessoal para o blog… crítica de cinema, de livros, de concertos e de tudo o mais que vos pareça parte da categoria. Por exemplo, sempre que um de nós fosse ao cinema vinha para aqui dizer de sua justiça. Parece-me útil…

Domingo, Dezembro 14, 2003

A subtileza 

Hoje de madrugada os norte-americanos capturaram o Saddam. Grande festa. O homem estava em Trikrit, metido num buraco com meio metro de abertura, sem luz e coberto de terra. Barbudo como tudo. Sujo e atordoado.
No meio das celebrações porque "a humanidade deu um passo em frente", surgem-me umas questões.

O mundo acordou com a notícia por via de um vídeo. Um de má qualidade. Aquele típico bambolear de câmara com uma colocação descuidada. Penso que sem estes pormenores subtis a guerra não seria a mesma coisa. Espero que o pal plus nunca chegue às mãos dos repórteres de guerra. Mas a subtileza de que falo no tópico não é essa.

Ainda alguém se lembra do Afeganistão? O Saddam era outro, desta feita, nunca mais se soube dele. Ora, neste outro cenário, haviam 2 personagens que nos tomaram as atenções durante 2 dias de sofrimento partilhado a nível planetário. Enquanto voavam no seu helicóptero, parece que por falha técnica aquilo começou a cair. Puxaram dos pára-quedas, aqui vai disto ó Evaristo, e atiraram-se direitinhos para um bando armado, daqueles que por falta de uma zona J, sprays de tinta e injustiças sociais ao nível das proprinas universitárias decidem andar à caça de cabeças para afinar as Kalashnikovs. Deram uns sopapos nos americanos, pegaram na câmara de filmar (c’um caraças, parece que só eu é que nunca tive uma) e deram-na a um camera-man com Parkinson e dificuldades notórias na focagem de objectos. Filmaram os jovens americanos e entregaram a cassete às cadeias televisivas que espumaram de felicidade com tamanha graça divina.

A convenção de geneve definiu as leis da guerra, pelas quais existem deveres e direitos universais pelos quais qualquer conflito armado se deve reger. Uma dessas leis é explícita: não se pode humilhar um prisioneiro de guerra. Dele, não se podem publicar fotografias, filmagens, escritos nem gravações de voz. Isto porque, tal como aconteceu neste caso, o pai, o filho, a mulher ou o irmão não quererão ter o conhecimento da coisa pela televisão, enquanto todo o mundo com a melhor das intenções suspira de alívio: “ ainda bem que não foi a mim… coitadinho… “.

Por tudo isto, aquelas filmagens dos 2 soldados norte-americanos deram muito que falar. Penso que o responsável pelo documento da convenção de genéve abriu o pc, foi aos DocumentosDaOnu e abriu o geneve.doc no qual onde se lia «… não se podem filmar…» se passou a ler «… não se podem filmar…».

Ora, foi exactamente com uma filmagem dessas que o mundo tomou conhecimento que o senhor das trevas tinha sido capturado. Aqui chegamos a um imbróglio interessante. As leis marciais têm que ser aplicadas indiscriminadamente, e a todos por igual. O comandante do exército que deixou publicar essas filmagens tem que ir a tribunal de guerra. Quer seja o da coligação, quer seja o do exército dos EUA, será sempre a mesma pessoa: o nosso bem amado, estrela mais brilhante da constelação Q.I.< 70, o sôr tôr Jorge Bush. Se tal não acontecer, como de certo assim não será, estamos perante uma dualidade de critérios que cria um precedente muito perigoso: o de desrespeitar uma convenção universal, tão ou tão pouco importante como a declaração dos direitos humanos. E o mundo, impávido e sereno, muda de canal.

Não é tudo. Os americanos não param de me surpreender. A subtileza que os caracteriza, nem sempre subtil de facto, costuma vir acompanhada, qual Bush, por uma desmazelada falta de inteligência. Sem com isto denegrir a esperteza que de certo ninguém lhes levará. Por essa mesma esperteza, e com o meu amor pelos cães, sinto-me impedido de aos cães chamar espertos. Mas de que falo?

Não se encontraram armas de destruição massiva, até mais ver. Que crimes serão julgados pelo Tribunal de Crimes de Guerra no caso do Saddam? Do que vi da CNN hoje, apenas 2, que, de certo, todos partilharão comigo a sublime (permitam-me a correcção: subtil) emoção do ridículo:

1. invasão do Kuwait.
2. uso de armamento químico contra a etnia curda.

Quanto à invasão do Kuwait pouco tenho a dizer quanto ao expoente do ridículo. Um caso rotineiro da família Bush. Penso que estamos todos a par do que se sucedeu por 2 vezes e de que interesses tudo isso se envolveu.

Quanto ao uso de armamento químico contra os curdos talvez seja preciso um reavivar de acontecimentos históricos.

Estamos nos anos 70, e existe uma preocupação do mundo “ocidental e devidamente civilizado”. O médio oriente está instável, e como a humanidade ainda não sarou a ferida da “sementeira de guerras” (basta ver onde começou quer a 1ª quer a 2ª grandes guerras) os EUA, encabeçando o topo do que são os valores morais, decide ajudar um pobre homem a criar a primeira república laica do médio oriente. Tal qual o chinoca que não dá o peixe mas sim a cana, os EUA em vez de cadáveres, dão AK’s. Que bonito meus amigos. Mesmo a jeito para fazer desaparecer um carregamento de AK's que possivelmente vinha da URSS com destino para Cuba que os EUA NÃO interceptaram. Embora não fosse a guerra fria que estamos habituados a ver nos filmes, tal como todas as guerras, independentemente da sua temperatura, era uma bastante especial. A subtileza também aqui batia o pé constantemente. Não estou muito a par de como estavam cotadas no mercado as armas químicas nessa altura, mas presumo que o preço de meia dúzia de AK’s já dá para fazer um gászito de nervos janota. Ora, o inédito aconteceu. O tal pobre homem que decidiu fundar a primeira república laica do médio oriente, de sua graça Sr. Saddam Hussein, achou por bem ser o primeiro em mais 2 ou 3 pormenores. Que tal fundar a primeira ditadura laica? E que tal a primeira ditadura laica e xenofóbica para com os curdos? E assim se fez história. Lá foram os curdos curtir uma moca de gás dos nervos. A ressaca tomava lugar em valas comuns.

É certo que Saddam soube concretizar a parte do "laica" da sua "república". Nunca no médio oriente a religião deu tão pouco problemas. Certo que xiitas e sunitas não se davam bem e de vez em quando lá explodia um. Mas isso é em todo o lado, nunca foi característica intrínseca ao iraque. Daí ter sido tão positivo capturar o Saddam vivo. Assim não se torna um mártir à boa maneira muçulmana e o propósito da questão não sobe de nível para se tornar religioso, a tão temida "guerra santa" dos dias que correm.

Mas o progenitor do nosso amigo Bush actual (o júnior para os amigos) não achou piada. Nada teve a ver com a crise do petróleo que os EUA atravessavam, atenção, foi uma questão de valores morais. Como diz o meu pai para lixar a minha mãe: valores morais sarnentos.

Sem armamento de destruição massiva, é disto que culpabilizarão o Saddam. Daquilo que ele fez, em tempos, com o aval e ajuda do governo dos EUA. Curioso han? Oportuno o momento, subtil a distância que separa o mau desta história, do bom de todas as histórias. Assim se faz história. Subtilmente.

Segunda-feira, Novembro 17, 2003

Encontro acidental na A5 - uma historia com moral 

Este sabado chuvoso estive por casa meio a estudar, meio a preguicar. Ah noite, fui jantar a casa do meu pai c a maria e depois de a ir levar a casa e termos feito uma viagem para esquecer, ja que apanhamos um autentico diluvio na marginal, decidi voltar para casa pela A5, ja que, mesmo que apanhasse a mesma carga d'agua, sempre tinha mais espaco para andar a 40 ah hora e nao tinha de me preocupar com ondas a vir do lado direito do carro.

Pois bem, acabou por nao chover, mas o piso continuava molhado...e assim sendo la foi o barroca com as precaucoes do costume, daquelas que mesmo que nao se queiram ter, o potente motor e fiaveis travoes do fiat uno nos obrigam sempre a ter. Estava eu muito bem instalado, a tremer de frio dentro do carro e a lembrar-me que tenho de ir arranjar o farol esquerdo, ver o oleo, arranjar o suporte do porta-bagagens, limpar o para-brisas e por gasolina, quando, junto ah saida de caxias, passa por mim um carrito cinzento tipo peugeot 206 a toda a velocidade na faixa da esquerda...eu pensei "tas mesmo a pedi-las"...logo a seguir passa um mazda a toda a velocidade ah minha direita, que ainda e pior, e eu penso "xi um mazda, mt fixe!"

Nao mais de 2 segundos dpois, comecou o namorico entre estes dois carros: o mazda chega-se pela direita ao peugeot e abruptamente pergunta "vossa excelencia danca?" ; o peugeot, assustado com o assedio, guina p a esquerda e, com um buzinao, responde "nao!!!", o mazda, ofendido com a rejeicao, comeca a solucar, conseguindo ir para a berma lamentar-se em paz...o peugeot, visivelmente ofendido, comeca um autentico moonwalk ah la michael jackson, a guinar por todos os lados, ate que decide dar um passo em frente..contra o separador das faixas. O carro bate com toda a forca no separador central, vira-se ao contrario, vai a arrastar de pernas p o ar e a rodar ao longo de bastantes metros, libertando lindas faiscas amarelas para o jubilo de todos os espectadores, e deixando atras de si bocados de chapa, esponja, vidro e outros materiais...quando tudo acaba (e nos, os espectadores, terminamos a travagem e o desfile dos 4 piscas) esta tudo em silencio e apenas se ouve o barulho tipico dos filmes de accao de quando se corta um cabo de electricidade - tzzzt tzzzzzzt tzt tzzzzt - sim, esse som existe mesmo.

Estamos nos agora a sair lentamente dos carros, ja a pensar que se iam criar ali alguns traumas, quando uma das portas desfeitas do peugeot se comeca a "abrir" (foi mais a arrastar pelo chao) e sai de la uma senhora mto magrinha, dos seus 30 e muitos anos (ironicamente a ajeitar a mala ao ombro) meio cambaleante, mas sem o minimo corte, e apenas meio abalada...antes que qualquer um de nos pudesse sequer suspirar de alivio, desata a mulher a gritar e a insultar o marido que ainda estava dentro do carro "es mesmo parvo, outra vez, que estupidez, sempre a mesma coisa!! porra!! que estupidez!!".....neste momento olhamos todos uns para os outros para partilhar o doce aroma do surreal. Em poucos segundos, "abriu-se" a porta do artista, do estratega deste show de piromania..e la estava ele, a sair meio cambaleante, meio atordoardo, e com varios cortes na cara...nao parecia bem disposto, mas devia ser so porque a mulher estava a gritar com ele.. Depois de tudo isto la se chamou a ambulancia...

Acabado o espectaculo, voltei ao conforto do fiat uno, ja que os artistas nao pareciam dispostos a dar autografos, e retomei a minha viagem...pus-me a pensar.."sera que aquela treta do piso molhado existe mesmo?...nao eh mito, afinal??...e sera mesmo que o excesso de velocidade tambem leva a acidentes??"...estava quase a acreditar nestas balelas quando comecei outra vez a ser ultrapassado pela direita e pela esquerda, a ver guinadas repentinas, buzinadelas e sinais de luzes freneticos...tinha tudo voltado ao normal...eh que se nao forem estes bons e habeis condutores que nunca tem acidentes a ensinar-nos, qualquer dia ainda aprendemos qualquer coisa com aqueles gajos que os tem!!

Terça-feira, Novembro 11, 2003

Realidades e Relatividades, Realismos e Relativismos (discurso do come a sopa q há meninos a passar fome) 

Ontem tive exame de Sistemas Operativos. Bem bom! Às 7 da noite. Passei o dia pela faculdade, e numa das minhas deambulações por lá algo me fez parar numa daquelas pontes q ligam um edificio ao outro (para quem conhece o sitio). Provavelmente a fumar e à espera de alguém, já n sei. Encostei-me ao parapeito e fui olhando para os canteiros como habitualmente faço à procura de novos objectos interessantes q os meus caros colegas tenham achado desinteressantes e tenham devidamente atirado lá para baixo. É sempre curioso notar q pela quantidade de pacotes de batata frita sempre se pode saber qual a batata frita mais "in" do momento.

Mas a razão deste post é outra. Bem encostada ao muro lá em baixo, certa de q ninguém a via, passava uma senhora. Vinha de bata e ou era preta ou mulata pelos seus 40 (pessoas de cor é-me sempre dificil dizer a idade) e afastava-se. Vinha naquela brincadeira do equilibrismo tentando só pisar as pedras q dividem a calçada do canteiro. Mas o q mais me impressionou foi a deficiência da senhora: era manca, daquelas muito mancas q martelam o chão ao andar. Corcunda e toda virada de lado era a única maneira q ela tinha de se mover, lentamente. Tudo isto tornava a tarefa do equilibrismo quase impossível, havendo sempre de 2 em 2 metros um pé todo torto q lá saía fora da linha imaginária do jogo perdido. Mas logo retomava o percurso, insistente. Sensibilizou-me a cena.

Há menos de uma semana vi no noticiário qualquer coisa relativa ao ano do deficiente (q é o próximo ano para quem n sabe). Falta de infraestruturas e tal. Isto vinha acompanhado duma mini-reportagem com meia duzia de casos. Um senhor cego, bastante inocente e ingénuo disse a certa altura: "às vezes as pessoas acordam mal, ou qualquer coisa lhes corre mal logo de manhã e dizem: «tenho o dia estragado». Se assim é, eu posso dizer todos os dias q tenho a vida estragada. Mas n, a gente sempre arranja forças para ser feliz."

Aí há uns anos o meu irmão teve problemas nos olhos. A coisa remendou-se. Há coisa de 2 meses apareceu-lhe um problema: as glandulas lacrimais começaram a falhar num olho. 2 semanas depois, ou coisa q se pareça, apareceu-lhe uma cratera na córnea (uma pequena ferida irritante no olho). Pouco depois, essa ferida apareceu infectada com uma bactéria. A coisa é grave, embora se resolva. Existe no entanto uma hipotese infima de ficar cego dakele olho. A causa é a falta de hidratação do olho, por causa das glandulas deficitárias. Locais com ar condicionado, tal como aviões, são completamente proibidos. Ora o meu irmão tem estado sem emprego (direito internacional, quer trabalhar em ONG's especialmente em países de 3º mundo). O avião para ele é o nosso metro. No outro dia, pelo telefone disse ao meu pai: "a minha vida profissional está fodida, e assim n vale a pena". Ele e a namorada são muito depressivos. Estão a viver enclausurados em Lyon, sem emprego, num quarto com uma despensa/casa de banho e kitchenet (ou lá como se escreve). O estado francês apoia muito os estudantes, dá-lhes muitos peixes, mas nenhuma cana. O apartamento é pago e os morfes (para quem n morfa muito) também. Mas, de facto aquilo n é vida para ninguém. A situação deles preocupa-me, e qualquer dia dão um tiro um ao outro.

Recentemente uma amiga nossa perdeu o pai, numa daquelas situações de sofrimento arrastado tanto para uns como para outros, numa daquelas situações q só acontecem aos outros. Aconteceu-lhe a ela e merece todo o nosso apoio e admiração pela maneira notável como parece ter reagido.

Ora, onde quero eu chegar?
A condição humana é fraca. Foi o q o Smith disse ao Neo fora da matrix, com a cara já feita em merda enquanto cuspia sangue. Mas o certo é q o Neo no fim entra pelo cu a dentro dos Smiths todos e parte aquilo tudo. A mensagem está lá. É fraca a condição, mas é relativa. Por muita merda q nos apareça à frente, somos nós e só nós q decidimos quando é q é demais. Isso dá-nos uma força incrível. Dá-nos a liberdade contornar a nossa condição e sermos alguém, e só aí, sermos alguém. Não é preciso ser manco e corcunda, ou cego, ou cegolho e muito menos morrer alguém q amamos. Penso q cada um escolhe o seu limite à medida q a vida nos testa. Uns mais q outros, como em tudo.

p.s.: desculpem se foi um bocado depressivo :D

Quinta-feira, Novembro 06, 2003

Olha, afinal alguem deu por isso! 

..isto eh o que vem no publico online sobre as declaracoes hj do sampaio devido ah falta de obstetras e pediatras em varios hospitais (parece que jah puseram ortopedistas a fazer partos num hospital, ja nao m lembro do nome..)
..pah eu pergunto-me se isto eh assim tao bombastico...dah a sensacao que eh suposto as pessoas lerem isto e ficarem.."xii podes crer, este gajo tem razao, entao foi isto o que aconteceu!!"

O Presidente da República, Jorge Sampaio, afirmou hoje, no Porto, que "é melhor perguntar ao Ministério da Educação e à Ordem dos Médicos (OM)" porque é que há tal falta de médicos, situação que abriu uma crise nacional nas urgências de pediatria e obstetrícia.

"É melhor perguntar ao Ministério da Educação e à Ordem dos Médicos, porque durante tantos anos não deixaram formar médicos, com uma lógica de 'numerus clausus' que obrigava os alunos a serem os melhores do mundo e levando muitos estudantes a mudarem de curso", disse o chefe de Estado, citado pela Lusa.

"Não me surpreende nada que faltem efectivos. Durante 20 anos houve uma distracção de todos nós. Espero que com as novas vagas a situação se resolva a prazo mas com profissionais de qualidade — e isso demora pelo menos dez a 12 anos", acrescentou.

Terça-feira, Outubro 28, 2003

Movimentos Brownianos 

Cá vai mais uma das minhas dissertações, desta vez um pouco mais séria, q eu tinha guardado para eventos maiores. Bem visto q está, não existem eventos maiores.
Ao contrário do q se pensa, n foi a teoria da relatividade q deu o nobel ao Einstein. Sim, não foi. Nenhum de nós a compreende realmente. Muitos n sabem do q se trata. Não é dela q vou falar. Vou falar do trabalho q deu ao Einstein o nobel, génio da micro e macro fisico-quimica. Não foi sobre a fisica quântica, não foi sobre uma fórmula matemática abstratíssima. Foi a coisa mais simples deste mundo e declarável numa frase...
Os movimentos brownianos, um pequeno estudo sobre o movimento de partículas, q é aplicado ao estudo dos mercados. Basicamente, aplica o conceito de "média" ao movimento de muitos elementos ao mesmo tempo. Por exemplo: se pegarmos numa mão cheia de berlindes e os atirarmos contra uma pequena janela a uns 5 metros de distância talvez acertemos uns quantos, outros falharam, mas, se nos perguntarem aonde atirámos os berlindes, a resposta será: "à janela". Eis o movimento browniano, aplicado aos berlindes. Um trunfo para o vosso futuro!

Ora cá vai a minha intelectualizada caganeira habitual:
E se Einstein se tivesse lembrado de olhar para as pessoas? O movimento browniano, para mim é bem mais óbvio na passagem de peões da praça do comércio do q no movimento dos mercados. Qual formiga, no toca e desvia, cada caminho seguido na importância do objectivo individual (q é o tudo para cada um de nós). Conseguem captar a imagem?
É viável não?
Mas então cá vai uma das características q Einstein previu nos movimentos brownianos (e para quem está atento às novas descobertas científicas mt recentemente corroboradas por novos estudos): Nada está parado no universo, o universo está em constante movimento. O algoritmo do movimento browniano permite-nos isolar certa população do exterior, para saber para onde ela se dirige. Porque tudo se dirige para algum sítio, porque nada está parado. Se conseguirmos aplicar ao universo inteiro o algoritmo Einstein-"qq gajo q não sei, não me admiraria se fosse o Brown embora me soe mal" (q eh o movimento browniano propriamente dito) conseguimos descobrir exactamente como tudo começou e vai acabar. Mas e se isolarmos como população a humanidade? Donde viemos, que fazemos e para onde vamos? Não é novamente pertinente?

São questões a q estamos habituados. Diria q já fartam. Queremos eruditizar o discurso, lá pegamos na velha questão shakespeariana. Mas o assunto é grave! Mais importante q novo cd do DJ ToniKiller ou o novo telemóvel Fokia 3069 talvez seja, por uma única vez, e sem recorrer à depressão associada a estes casos, pensar um pouco nos "porquês" já q temos uma média de 80 anitos para o fazer. Tentado desesperadamente livrar-me da conotação judaica q todo o assunto toma quando pensamos ter respostas, penso q a minha teoria do movimento Browniano (que tomei a liberdade de registar ficticiamente como Einsten-Prats) pode ajudar. Pelo menos ajuda-nos certamente a desolhar o nosso umbigo. Deixar de olhar para trás para ver como fica tão bonito o enquadramento do nosso cu com o caminho q acabámos de pisar. Tal e qual o berlinde q é atirado contra a janela, tirar a média, e descobrir o objectivo disto tudo.
Não será, mais uma vez e por último, derradeiramente pertinente?

Segunda-feira, Outubro 27, 2003

Monday bloody monday 

Hoje pus uma lamina nova na minha gillete (que por sinal eh uma mach 3, daquelas que vemos barbear tao eficazmente aqueles gajos pre-barbeados na tv) - isto eh um acontecimento notavel, ja que nunca tinha mudado de lamina desde que arranjei esta maquina d barbear, o que foi em dezembro de 2002.
o problema esta na adaptacao - como ja nao fazia a barba desde dia 5 deste mes (o que basicamente significa que ja podia fazer um risco ao meio no pescoco) barbeei-me exactamente com a mesma forca e determinacao como o fazia com a lamina antiga...digo-vos que nao sabia que um ser humano podia sangrar tanto em tao pouco tempo sem levar um tiro nem ter o periodo..caguei a lamina, as maos, o pijama, a toalha e o lavatorio de sangue, e so acabou dpois de tomar banho...e o melhor veio depois quando pus o aftershave, denim, cheio de alcool, "para o homem que sabe sempre o que quer" (o slogan que passa um atestado de masoquista a cada otario como eu que usa este aftershave)...foi um autentico momento macauley culkin, a gritar em frente ao espelho, ou quase..

P.S.- hoje tive uma aula pratica de anatomia com o monitor da minha turma, um gajo com ar de marrao porreiro, daqueles que se ve que foi por um triz que nao descambou para um daqueles nerdzinhos sem vida social. Enfim, o gajo sabia de tudo de tras pa frente (exemplos, casos clinicos, disfuncoes, teorias diferentes, etc etc etc) e para melhorar falava a 300 ah hora e dizia "excelente, excelente" de 10 em 10 segundos, mesmo quando ele era o unico que estava a falar..escusado sera dizer que o achamos todos um pouco estranho...mas viemos a saber depois da aula que o jovem que tinhamos a frente eh nao mais nao menos que o melhor aluno de medicina dos ultimos 5 anos, a nivel nacional..ou seja, foi o melhor aluno do pais em todos os anos do curso ate agora...enfim, ficamos com a estrela da companhia nao haja duvida!

Será para rir ou para chorar.... 

Andava eu a fazer que fazia, ate que descobri um site dedicado exclusivamente a anedotas, "Anedotódromo"!
'Ó não, mais anedotas daquelas secas é que não.....agora é que ela nunca mais se cala!'....estejam descansados por agora são apenas duas:)
uma delas apesar de ser conhecida, devido ao facto de "homenagear" o bem amado peido (pela maioria da população masculidade), acho realmente importante que esta história tão bonita seja divulgada e dedicada às barriguinhas mais sensíveis!

Bem cá vai:)

O Tona adorava feijoada. Porém, sempre que comia, o feijão causava-lhe uma reacção fortemente embaraçosa. Algo muito forte. Um dia apaixonou-se... Quando chegou a altura de pedir a mulher em casamento, pensou:
- Ela é de boas famílias, cheia de etiqueta, uma verdadeira atleta, não vai aguentar estar casada comigo se eu continuar a comer feijão!Decidiu fazer um sacrifício supremo e deixou-se de comer feijoadas. Pouco depois estavam casados. Passados alguns meses, ao voltar do trabalho no Douro, o carro avariou. Como estava longe, ligou para a mulher e avisou que ia chegar tarde pois tinha que regressar a pé. No caminho, passou por um pequeno restaurante e foi atingido pelo irresistível aroma de feijoada acabadinha de fazer. Como faltavam vários kms para chegar, achou que a caminhada o iria livrar dos efeitos nefastos do feijão. Então entrou, pediu, fez a sua pirâmide no prato e ao sair tinha três doses de feijoada no estômago. O feijão fermentou e, durante todo o caminho, foi-se peidando sem parar. Foi para casa a jacto. Peidava-se tanto que tinha que travar nas descidas e nas subidas quase não fazendo esforço para andar. Quando se cruzava com pessoas continha-se ou aproveitava a oportuna passagem dum ruidoso camião para soltar gás. Quando chegou a casa, já se sentia mais seguro. A mulher parecia contente quando lhe abriu a porta e exclamou:
- Querido, tenho uma surpresa para o jantar!
Tirou-lhe o casaco, pôs-lhe uma venda nos olhos, levou-o até à cadeira na cabeceira da mesa, sentou-o e pediu-lhe que não espreitasse. Nesse momento, já sentia mais uma ventosidade anal à porta! No momento em que a mulher ia retirar a venda, o telefone tocou. Ela obrigou-o a prometer que não espreitava e foi atender o telefone. Era uma amiga... Enquanto ela estava longe, o Tona aproveitou levantou uma perna e - ppuueett - soltou um! Era um peido comum. Para além de sonoro, também fedeu a ovo podre! Aliviado, inspirou profundamente, parou um pouco, sentiu o fedor através da venda e, a plenos pulmões, soprou várias vezes a toda a volta para dispersar o gás. Quando começou a sentir-se melhor, começou outro a fermentar! Este parecia potente!! Levantou a perna, tentou em vão sincronizar uma sonora tossidela para encobrir, e pprrraaaaaaaa! Sai um rasgador tossido. Parecia a ignição de um motor de camião e com um cheiro mil vezes pior que o anterior! Para não sufocar com o cheiro a enxofre, abanou o ar sacudindo os braços e soprando em volta ao mesmo tempo, esperando que o cheiro se dissipasse. Quando a atmosfera estava a voltar ao normal, eis que vem lá outro! Levantou a outra perna e deixou sair o torpedo! Este foi o campeão: as janelas tremeram, os pratos saltaram na mesa, a cadeira saltou e num minuto as flores da sala murcharam. Quase lhe saltavam os sapatos dos pés. Enquanto ouvia a conversa da mulher ao telefone no corredor, sempre fiel à sua promessa de não espreitar, continuou assim por mais uns minutos, a peidar-se e a tossir, levantando ora uma perna ora a outra, a soprar à volta, a sacudir as mãos e a abanar o guardanapo. Uma sequência interminável de bufas, torpedos, rasgadores e peidos comuns, nas versões secas e com molho. De onde a onde acendia o isqueiro e desenhava com a chama círculos no ar para tentar incinerar o nefasto metano que teimava em acumular-se na atmosfera. Ouviu a mulher a despedir-se da amiga sempre com a venda posta, levantou-se
apressadamente e, com uma mão deu umas palmadas na almofada da cadeira para soltar o gás acumulado, enquanto abanava a outra mão para dispersar o cheiro. Quando sacudia e dava palmadinhas nas calças largas para se libertar dos últimos resíduos, ouviu o plim do telefone a desligar, indicando o fim da solidão e liberdade de expressão. Alarmado, sentou-se rapidamente e, num frenesim abanou apressadamente mais algumas vezes o guardanapo, dobrou-o, pousou-o na mesa, compôs-se, alinhou o cabelo, respirou profundamente, pousou as mãos ao lado do prato e assumiu um ar sorridente. Era a imagem da inocência quando a mulher entrou na sala. Desculpando-se pela demora, ela perguntou-lhe se tinha olhado para a mesa! Depois de ele jurar que não, ela retira-lhe a venda, e... SURPRESSAAAAAA!!!! Estavam 12 pessoas perplexas, lívidas e amarelas sentadas à mesa: os pais, os sogros, os irmãos e os colegas de tantos anos de trabalho.
Era a festa surpresa de aniversário do TONA!



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Dois homens foram apanhados pela polícia a fumar erva. No dia do julgamento o juiz disse:
- Vocês parecem ser boas pessoas, vou-lhes dar uma segunda oportunidade. Em vez de irem para a cadeia, vocês têm de mostrar às outras pessoas o lado terrível das drogas, e convencê-los a deixar de a usar ou a começar. Daqui a uma semana voltamos a encontrar-nos.
Na semana seguinte os dois voltaram ao tribunal. O juiz perguntou ao primeiro:
- Então como foi a sua semana?
- Bem, sr.dr.Juíz, eu convenci 17 pessoas a parar de consumir drogas para sempre!
- 17 pessoas!! Que maravilha. O que lhes disse?
- Usei um diagrama; desenhei 2 círculos como estes:
O o
e disse: o círculo maior é o seu cérebro antes das drogas, e o menor é o seu cérebro depois das drogas.
- Muito bem!!- disse o juiz - E você? Como foi?
- Eu convenci 234 pessoas, meritíssimo!!! - disse o segundo.
- 234!!! Incrível!!! Como conseguiu?
- Utilizei um método parecido com o meu colega, e usei um diagrama:
o O
e disse (apontando para o círculo menor): este é seu cú antes da prisão ...



pronto já está! Gostaram?!??? ou é mais do género "mais não ERREEERRREEER..."


fikem bem


Sexta-feira, Outubro 24, 2003

O Barroca Intercontinental 

o meu irmao, como sabeis, ta nos estados unidos, no estado de Washington (nao, nao eh ai, eh no canto superior esquerdo dos E.U.A., no estado onde esta Seattle), a trabalhar com um verdadeiro geek chamado gerry edwards que acaba por ser o cromo mundial a nivel de fotossintese e outras mais areas interessantissimas. Ele tem mandado uns textos intitulados "diario de um expatriado" (gosta mesmo de la estar, nao eh?) onde relata o seu dia-a-dia...deixo aqui uns excertos mto porreiros dos ultimos tempos, hao-de reparar nalgumas semelhancas no estilo da escrita dele e da minha penso eu..mas pronto, os genes nao perdoam:

--------(15/10)--------

"(...) Logo me diz a Sandy que podemos ir ate Lewiston (...) tratar do meu numero de seguranca social dos EUA (...) Assim que entrei no Caddy, cai redondo e acordava as vezes com ela a falar comigo. Aprendi entao que a maioria dos Americanos so espera que a gente responda "Really? Oh yeah.. uhum I see", pq eu fartei-me de dizer isso sem ouvir 80% do que ela dizia e funcionou..."

"Esta viagem tambem me relembrou que os Americanos arranjam qualquer desculpa para enfardar a panca. Por causa dos 50km que percorremos em pouco mais que 30min, a mulher tinha ido no dia anterior comprar Coca-cola, pretzel e chocolates para comermos. Eu nao quero imaginar o que ela leva entao nas viagens de 5h que fazem ate Portland.. Estao sempre a comer, os gajos, eh doentio!"

"Quando chegamos ah tal social security, tudo correu normalmente, mas o raio do escritorio eh tao Americano que merece uma referencia: (...) tem uma foto oficial do Bush na parede. E oh meus amigos..quando eu digo foto oficial lembro-me das fotos do Sampaio que estao nos servicos publicos (...) ou ainda dos reis da Belgica na Embaixada onde a minha mae trabalha (...) Mas o Bush destrona-os a todos. O gajo tem mesmo um ar de IMBECIL sorridente; parece um toto a quem foi dito: "Ri-te, estupido!", E o gajo faz aquele risinho. Comprovem-no em http://usembassy.state.gov/colombia/wwwjogwb.jpg "

--------(16/10)--------

"Dia normal, levantar cedo, tomar banho e tal. O pequeno-almoco, vejam so... ha uma tijela que jaz ao lado do fogao, cheia de bocados de pao, oleo e ervilhas... ou eh o pequeno-almoco do Ashok ou afinal existe um gato ca em casa, que ainda por cima eh mal-alimentado"

"Quando chego ao meu andar, uma grande surpresa, encontro o Jeremy, com o qual ja tinha estado em Fevereiro. Um ano mais velho que eu, comecou o doutoramento em Agosto e falamos imenso, o gajo esta a estudar a neurobiologia de pardais -juro que nao me ri- e combinamos logo uma saida com o resto do ppl para Sexta, no Rico's, o unico Pub decente nesta Fargo da costa oeste"

"isto de trabalhar num lab sem estragar as primeiras experiencias nao da mesmo gozo nenhum.. Assim fui processar (aqui tudo o que se faz no lab com amostras eh "sample processment") amostras que ja tinham sido fixadas pelo Nathan e foi tudo um bocado como a nossa minha experiencia de neutralizacao do vinho, em fisico-quimica no velho laboratorio do Colegio (...) em que em vez de adicionar 5 gotas de hidroxido de sodio ao vinho, adicionei 25 mililitros, ou seja talvez 2000 vezes mais do que ela pedia.. e eh claro que o meu vinho ficou preto, ao contrario do dos restantes grupos. O melhor da festa veio quando eu adicionei um borrifo de acido acetico -para tentar neutralizar- e o vinho se transformou num caldo preto a libertar fumo branco, um verdadeiro carrascao a vapor. Enfim, tapamos a ampola fumegante com uma rolha e saimos de mansinho. Acabei com 5 a fisico-quimica (...) Depois da trapalhada diz-me ele num tom muito Rua Sesamo "Oh come on, we learn with our mistakes, right?" ..Isso eh paternalismo condescendente ao mais alto nivel, mas tambem depois da porcaria que eu tinha feito.."

"dizem que no gabinete do chefe esta um rato esmagado dentro de uma resina, a fazer de pisa-papeis. O Vince eh mesmo fixe."

--------(17/10)--------

"Eh claro que quis ligar a torneira de agua da Hotte e liguei a do gas, mas foi so por uns breves segundos, apenas o tempo de ver que nao corria agua e de ouvir um pequeno silvo. Felizmente nao cheirou, e ninguem viu. E se como diz o Nathan, eu estou ca eh pra aprender com os erros, ja me relembrei que a torneira verde eh a da agua e a amarela a do gas.. ou sera ao contrario?"

--------(18/10)--------

"Ah tarde fiquei a pastelar em casa e ah noite fui com o Ashok, a Manasi e o Rhaji -amigo de Nova Deli do Ashok- a Moscow, uma cidade a 8 milhas daqui, comprar frutas e legumes. Aquilo dentro do carro parecia o Martim Moniz.
Comprei um saco inteiro de folhas de louro a 12centimos e foi esse o ponto alto do dia."

Quinta-feira, Outubro 23, 2003

Experimenta blog, curte blog e dá blog aos teus amigos... 

Após 2 semanas de existência, finalmente entrei naquilo a que todos chamam blog. Percorri os vários cantos da casa, com o pensamento de que estava a ter tanto sucesso como o regularmente frequentado #imperio6horas! Surpreendida com o que vi, decidi aderir a esta campanha...pensei "porque não, escrever qualquer coisa não deve doer assim tanto..."!
BORA BLOGAR, soltar esse pipi que há em ti.... porque não ser sincero e fazer testamentos a dizer o que se pensa...há cromos para tudo mas nem todos têm de ser o Homem da Conspiração....BLOGAR, BLOGAR, BLOGAR!

Depois do atrofio, devo dizer que relativamente ao assunto das propinas (para os leigos proPRInas como já foi referido:)) que concordo plenamento com o "discurso" do prats! Não vivemos propriamento num país das maravilhas e se estamos numa época de aperto do cinto, todos nós temos de fazer sacrifícios nem que seja em bubas.... muito deste pessoal de farda em punho e armado em "revolucionário de 25 de Abril sempre", esquece que há alternativas para aqueles que não podem pagar. Acho que o essencial já tinha sido discutido mas não deixo de dar o meu apoio a todos que concordam comigo.
Em relação à merda: analisei com cuidado os diferentes pontos de vista, identifiquei-me com uns dicordei com outros:) e no fim de olhar bem para a questão tenho a dizer que as pequenas coisas que fazem de nós vida/ alguem passam por nós e muitas vezes nem nos apercebemos (ou fingimos) que elas existem. Força nisso!
Até uma possivel aparição:)

Como é possível... 

...escrever tanta merda sobre a merda? Incrivel, se eu nao soubesse qual era o tema pensava que era sobre outro assunto, mais "profundo";)
Enfim, vejo futuro, nem que seja como leitora.
b***

Terça-feira, Outubro 21, 2003

a festa não passou de uma sesta 

pois é, num P.S. envolto em merda q algures por aí escrevi, falei-vos na GREEEVVVEEEE party de 3ª a 6ª em honra dos nossos amigos "coitadinhos q n conseguem pagar as proPRInas e q agora à 27ª matrícula finalmente iam conseguir acabar o curso" q decorreria mm em frente do C8 (para quem conhece a bem dizida FCUL dos nossos corações). Haviam tendas, haviam placardes (ou placards ou placares se preferirem a fonética) e haviam bem intencionados colegas apetrechados de frases de ordem, robialac e, com certeza, boas intenções de n deixar os outros terem aulas (o dicionário, segundo as nossas fontes, ficou em casa).
refeita q está a nossa memória, é com pena q vos anuncio: Não conseguiram a foda q tanto queriam, e os "coitadinhos q n conseguem pagar as proPRInas e q agora à 27ª matrícula finalmente iam conseguir acabar o curso" pelos vistos não valiam mais do q uma noite ao relento. Voltamos à rotina com muita pena mas seriamente preocupados com o estado do ensino superior público em Portugal.

Grande & Grosso 

Hoje tive uma aula de fisiologia, uma cadeira cujas teoricas sao famosas por nao se compadecerem com atrasos - quem chega 2 minutos atrasado nem precisa d entrar, porque ja nao vai perceber nada ate ao fim. assim sendo, pus-me la a horas, e tive o privilegio de acompanhar a aula bastante bem. assunto: mecanismo e velocidade de propagacao dos impulsos nervosos ao longo de um nervo. ora o que achei engracado a ponto de vir aqui partilhar nao foi tanto a materia em si, mas uma curiosidade proferida no final da aula.

de qualquer forma, ha que fazer uma breve introducao teorica: o axonio do neuronio em questao (prolongamento da celula nervosa que conduz o sinal electrico a outro neuronio, a um musculo, a uma glandula-alvo, etc) eh rodeado por uma bainha de mielina. a funcao desta bainha que envolve o axonio eh a de acelerar a velocidade de conducao do impulso nervoso. Ora este axonio eh um cilindro, e outra forma de acelerar a velocidade de conducao do impulso nervoso sem ser necessaria a bainha de mielina eh aumentar o calibre do cilindro. Assim sendo, se o corpo quisesse acelerar o impulso nervoso, ou poupava em espessura do axonio, gastando mielina, ou poupava em mielina e aumentava o calibre do axonio.

ora aqui esta a parte (mais) interessante: a nossa medula espinhal (espinal medula, num espanholamento generalizado) tem aproximadamente a espessura de um lapis, nao precisa de maior calibre porque tem uma bainha de mielina envolvente que acelera eficazmente a velocidade da conducao dos impulsos nervosos. Para que a velocidade fosse identica sem a existencia de bainha de mielina, a espessura da nossa medula espinhal teria que ser algo como a de uma coluna de 1 metro de diametro....e esta hein?

sou pedofilo 

pedofilo. pedo: criança filo: amigo. sou amigo da criançada. mas n lhes vou ao cu.

Segunda-feira, Outubro 20, 2003

Estava-se mm a ver! (2) 

Xiii, já me tava a esquecer do cromo n.º 2.. Este então ta fenomenal.. O Barroca no seu tom jucoso, arrasa:) N há por aí mais alg q me queira arrumar a um canto c um post da mrd?

qualidade vs quantidade 

penso que, de todo o excelente conteudo do post do prats, ha que tirar o chapeu a tao bela dissertacao sobre a importancia da poia..eh, nao ha duvida, a alegoria que jaz dentro de cada um de nos que nos deve lembrar do quao efemeras sao as melhores coisas da vida..eh que, por inacreditavel que pareca, tanto a picanha do chimarrao como a bifana da parreirinha do chile irao dar a mesma massa castanha e de odor intenso que periodicamente sai do olho cego de cada um de nos..da mesma forma que a poia de um rico cheira tao mal como a de um pobre, a de um homem de uma mulher, e a de uma pessoa elegante e um(a) gordo(a) borbulhento(a) sao igualmente identicos...assim sendo, poucas coisas ha tao democraticas e politicamente correctas como a poia!

porem, devo levantar a voz em nome dos cagadores periodicos, esse grupo de marginais incompreendidos aos olhos dos velhotes e do Prats - cagadores diarios assumidos - e cuja filosofia eh bem mais nobre do que lhes pode parecer:

em 1o lugar - a bosta eh uma coisa bela, nao eh para ser desperdicada de animo leve - assim, o largar do barro n pode ser um habito diario indiferente, como pentear o cabelo ou atar os sapatos, eh um momento de reflexao, de sacrificio, que deve ser lembrado pelo proprio e pelos azarados que se situem a poucos metros de distancia ;

em 2o lugar, eh um momento importante para o cagador..e qual eh a nobreza de se borrar sozinho em casa, numa manha fria de inverno, sem audiencia, sem ninguem ah espera, sem ninguem que diga "agora nao pode, tah a cagar"...como deve entao ser? eh simples: todos os que ja estiveram honrados com a presenca de um cagador periodico recordam decerto um momento em que saimos a correr da divisao com um ar de emergencia, como se algo nos esfaqueasse por dentro, num verdadeiro trabalho de parto, a correr para a casa de banho mais proxima..eh bonito, as pessoas olham-nos com um ar de "felizardo, quem me dera estar no lugar dele..."

em 3o lugar, mantendo a premissa de que a bosta eh uma coisa bela, e sendo necessario dar a conhecer ao mundo as coisas belas, torna-se claramente egoista o acto de apenas libertar o mandela em casa..na faculdade, em casa alheia, e, para os veteranos, em cafes, em bares de praia e nos pinhais..a cultura da poia aumenta ah medida que esta viaja..nao ha nada que comova mais a nossa bosta que ser levada por um autoclismo europeu que descarrega em mi bemol ou ser levada por um autoclismo no hemisferio sul, cuja agua eh drenada da sanita descrevendo circulos no sentido contrario ao do hemisferio norte...

em 4olugar, tal como a natacao, o jogging e o ciclismo, nos, os cagadores periodicos, somos autenticos desportistas - o esfincter necessita de muita preparacao para aguentar a poia de 1 semana e para ser capaz de a libertar, com tal grau de compactacao..um bom controlo de esfincter e essencial para se dominar com mestria a arte da poia ocasional..ha antigas lendas de monges shaolin capazes de entoar canticos com o esfincter, ou historias de camionistas franceses que conseguem entoar a marselhesa com letra e tudo, tal eh o desenvolvimento da musculatura seu 3o olho..mas isso sao casos excepcionais, o comum praticante da poia esporadica apenas aumenta um pouco a massa muscular do seu esfincter,como eh habito em desportos localizados.

em 5o e ultimo lugar, ha que esclarecer um ponto fulcral na filosofia dos cagadores periodicos: o peido. fui muitas vezes criticado pelos meus parceiros cagadores diarios por nao me peidar em publico - mais um sinal do quao tacanha eh a mente de quem larga o barro todo o santo dia. Quem acumula a argamassa durante 1 semana nao se pode peidar, senao abre um buraco nas calcas, a nao ser que estrategicamente as tenha reforcado com o cabedal que se mete nas joalheiras dos putos mais rebeldes, justificando logo de seguida o barulho "deve ter sido um escape de mota"..esta proibicao aumenta a beleza do momento sagrado do cagatorio - nao ha nada como libertar um estrondo monumental, daqueles que nos projecta uns centimetros para cima, antes de sair a poia..eh como as pancadas no teatro a anunciar que a peca esta prestes a comecar, so que aqui vao todas elas numa so, ja que o comboio castanho que se lhes segue eh caracteristicamente apressado..

concluindo, meus amigos, qualidade eh melhor que quantidade..a arte do cagatorio eh algo digno de se desenvolver ao extremo, eh um momento digno de se apreciar e saborear, nao pode ser um simples e vulgar item na lista de coisas a despachar por rotina, mas sim um raro momento de contacto com o nosso amago, que nos aproxima do que de mais puro e belo ha no mundo animal..a BOSTA!

Estava-se mm a ver! 

Dass, oh Prats.. Já estragaste a mrd do blog.. Quem é q se vai atrever a postar dp duma dissertação destas? Vai ser um trabalho arduo csguir acompanhar este nível.. :)

o essencial do supérfluo (conversa da merda) 

É comum dizer-se nos dias de hoje q a juventude anda superficial, apenas movida a custo de banalidades. Banalidades q as tornam supérfluas. Penso q em última análise jamais um humanista de gema poderá contra-argumentar q o Homem é supérfluo à própria humanidade. Digo supérfluos, que é uma erudição eufemista de dizer cheios de merda. Isto explicará a cara comum q vejo na multidão. Basta passar pelo campo grande. Parece q anda tudo aflito para cagar. Prisão de ventre de 2 anos. Explica-se então o estado das casas-de-banho da minha faculdade: o pacóvio mais desprecavido, num momento de descontracção, uma pequena desconcentração e deita tudo a perder. Kilos de merda até perder a vista. Para evitar explodir em público e encher de merda todos os q me rodeiam, desenvolvi uma técnica apurada q vou ter a bondade de partilhar convosco. Existe uma parte teórica e outra prática. Começo pela última. Não há exame e estão todos reprovados.
Prática:
Disciplina nas artes cagatórias é o mote! Há q aprender a cagar todos os dias. Primeiro julgo q n terão muita facilidade, mas o corpo habitua-se a rotinas. Com o passar do tempo ver-se-ão a levantar da cama à pépe rápido antes q sejam obrigados a fazer a muda da cama prematuramente. Há q aprender a largar as pressões excessivas de gases. Acho q são a origem do stress. Pessoalmente, sempre q sou contrariado, sempre q vejo algo q não gosto, deixo q o meu corpo percorra a tabela periódica e se veja livre dos gases q me atormentam. Além de saudável, é muito yin yang. Está na moda.
Teórica:
É aqui q reside a beleza de toda a questão. A merda é, em minha modesta opinião, a coisa mais espiritual q alguma vez passou pelas nossas vidas supérfluas. É o essencial da nossa vida fútil. É o sumo do nosso dia a dia, o melhor q não conseguimos guardar só para nós, q temos q partilhar com o mundo. Daí q pense q todos esses ventres aprisionados q andam por aí, sejam o reflexo da nossa sociedade egoísta. O ciclo da vida. Comemos, digerimos, cagamos, fertilizamos/alimentamos, matamos e voltamos a comer. A merda rodeia-nos, e é bom. Tal como o Homem q nasce da terra, q nela vive e q a ela retorna. Tal como nós receamos e ansiamos pela libertação extrema, a nossa morte, o cagalhão agarra-se às paredes intestinais com toda a sua força evitando aquela luz ao fundo do túnel. Sim, a luz ao fundo do túnel, de q tanto ouvimos falar em experiências depois da morte, não é mais do q o divino dilatar do anûs cósmico, abrindo alas a uma vida nova, cheia de omnipresenças.
Nunca entendi aquelas frases religiosas q tão maquinalmente são repetidas à exaustão por cultos e pacóvios, nas quais se afirma num bater do pé q devemos viver EM Jesus. Devemos orar EM Jesus. Mas EM? EM como? Julgo ser daquelas pequenas trocas de palavras q tanto gostamos e associamos frequentemente à erudição. À esperteza. Aquela coisa da vírgula q faz toda a diferença. Mas ajudem-me, EM porquê? Porque não COMO, ou COM? Quanto à religiosidade inerente a tão bonita existência q é a do cagalhão, não tenho dúvidas: ele vive EM nós, se ora, ora EM nós. O q nos retira do estatuto de supérfluos as nós mesmos. Liberta-nos da banalidade a q estamos limitados pelas nossas próprias limitações. Somos burros como portas! Mas para a merda, somos o Messias. O cagalhão está em todo o lado – e a multidão corrige – “ele está no meio de nós”. Verdade, ou depende, às vezes mais para cima, outras mais para baixo, outras tão para baixo q já n chegamos à homilia.
E é assim, q extenso q isto ficou, e sinto q ficou tanto por dizer! Se mais tarde me recordar de algo q seja imprescindível para vocês começarem a compreender este admirável mundo novo q é o da merda, postarei com todo o gosto. O assunto interessa-me. Desculpem qualquer coisinha. Dispenso elogios.

P.S.: Hoje ao bazar da faculdade vi uma data de tendas. Com ou sem tendas, a contenda das proPRInas continua. Parece q vai haver greve. E desta vez é a valer. Ouvi dizer q vão fazer valer os MEUS direitos até sexta, privando-me respeitosamente de assistir às minhas aulas até então. Foi aí q ouvi uma grande verdade q recusei estupidamente na altura, como acontece, de resto, com todas as grande visões, as aparições do século XXI. Foi o Ricardo o intermediário para tão grande profecia: "o q esta gente faz para mandar umas fodas!!". Não podia estar mais de acordo... ou melhor, no fim da semana, qd me começarem a apertar e a cidade de lisboa já não aguentar mais uma libertação de ventos, e a minha vida académica começar de facto a ficar sériamente prejudicada por meia dúzia de mentecaptos, talvez ainda esteja mais de acordo q agora. A ver vamos. NAUM HAS PROPRINAS!

Quinta-feira, Outubro 16, 2003

Afinal mexe :) 

Oi. Catita, um blog do psl.. Qd ca vim da 1ª vez (e desculpa a sinceridade, Prats..) n adivinhava grande futuro ao blog, mas já vai c uns posts de avanço em relação às minhas expectativas.. Parabéns Prats!
Concordo c o ZeMike, mas discordo nalgumas coisas com o Prats..
Eu, pessoalmente, protesto contra o aumento exagerado q as propinas sofreram e n tanto c a existencia de propinas, já q contra isto nd há a fazer.. (apesar de achar q mais tarde ou mais cedo, todo o país irá benificiar com os doutores e engenheiros q se formam nas nossas universidades e por isso, numa prespectiva visionária, o ensino universitario deveria ser pago integralmente pelo dinheiro dos impostos q todos pagamos..)
Para um governo q se mostrava tão preocupado c o ensino (antes das eleiçoes), foi uma medida contraditória, terem reduzido a comparticipação do estado para as faculdades, obrigando estas a aumentar as propinas de modo a cobrir o dinheiro q vem a menos este ano p os cofres das faculdades. N csg perceber como é q nunca houve problemas de maior nas faculdades, com propinas de 70cts e agr é preciso um aumento tao grande p se manterem as condições.. Mas o governo deve saber o q é melhor p nós.. OU NÃO!!
Infelizmente tb há psl, como todos sabemos, q protestam por protestar, por ser bacano, para n ter aulas, p aparecer na TV, p ser "reaça"!! Mas kem protesta com convicção e conhecimento do q reinvidica, n prejudicando os colegas (como sei q aconteceu convosco..), tem todo o direito de o fazer..
Felizmente nenhum de nós precisou de recorrer a bolsas.. Mas p kem n sabe, o concurso p as bolsas do ano lectivo, acaba em Maio.. Nessa altura do ano ainda n se tinha certeza de nd.. Aqueles q estavam a contar com os 70cts anuais e por isso n se candidataram a bolsa, vêem-se agr a braços com 170cts p pagar.. E como acontece com um colega meu (ok, é um caso pontual, mas n deixa de ser um caso..) cujo pai ficou recentemente desempregado, ainda n recebe subsidio de desemprego, e por isso o colega n tem direito a bolsa.. Só uma pessoa a trabalhar na familia e uma prestação de 40cts p saldar ateh ao passado 30 de Setembro.. Digo-vos q foi complicado p o rapaz..
Bem.. Estou satisfeito :)
Abraços e Beijos ao psl do imperio/castalia.. Amanha espero ver-vos lá!

Hásserca das pruprinax 

Acerca das propinas concordo globalmente com essa opinião...gostava no entanto que o comum aluno tivesse acesso aos motivos pelos quais cada reitoria decide optar pelo valor de propinas que decide..porque não percebo o porquê dos alunos do curso de informática (que, em recursos, apenas gastam energia eléctrica e..sei lá, papel!) pagarem o valor máximo de propinas e nós de medicina (que levamos com raspanetes de moral a dizer que somos de longe os alunos mais caros ao estado, que utilizamos equipamento caríssimo, recursos caríssimos, material de laboratório e técnicas de análise igualmente caros, etc etc etc) não termos de pagar o valor máximo e nos ficarmos pelos 640 (plo menos na nova é assim)..

Posso dizer-vos o quanto se falou deste assunto entre nós na minha faculdade..pouco ou nada! primeiro, porque não foi o valor máximo (o que dá logo a sensação de terem de facto deliberado qual a quantia necessária à faculdade); segundo, por causa do que já disse, porque temos consciência que somos alunos "caros" e porque, para se poderem aumentar as vagas, o que não seria senão benéfico, tem necessariamanete de se investir; terceiro porque se têm visto grandes investimentos nos últimos anos a nível de melhoramento de infraestruturas na faculdade, o que nos reconforta, já que sabemos que pelo menos o dinheiro não vai para pessoal que nunca faz nada..enfim..talvez o facto de não haver esse clima de protesto tão acentuado se deva ao facto de sermos relativamente poucos..de sermos pessoas que lutaram muito para entrar no curso e o vermos mais como o privilégio que de facto é do que alunos de outros cursos..não sei

De qualquer forma, um dos pontos da ordem de trabalhos da reunião geral de alunos de ontem foram as propinas..eu não fui, mas logo vos digo se de facto está tudo tão calminho quanto parece

Quarta-feira, Outubro 15, 2003

3 coisas 

1.
ainda há pouco falei de prendas de natal. ora aqui está uma, brought to us by zorlaK
http://br.barbie.com/Catalog/product.asp?type=100001&theme_id=100009&subtype=100009&product_id=1002908

2.
o zé miguel tem razão de facto. Dou a mão à palmatória.

3.
acho q já arranjei a cena dos acentos... ç à á é È í õ ã Ã ê ü

(e não se esqueçam, sempre q possível, robialac forte numa parede perto de vós: NAUM HAS PROPRINAS!!)

Propinas 

Segunda-feira acordei às 7 e meia. Tomei banho, de água morna para o quente em opinião do meu pai, gelada portanto, emborquei os meus +/- 33 cl de café, cigarrinho, e parti para a faculdade. Ora quando lá chego era greve, ou lá o q é q não seja gazeta que os alunos fazem quando não vão às aulas e não se baldam... O pessoal, algum trajado, a barricar as portas (que não são poucas) para que o pessoal não entrasse. E parece q estavam mesmo afoitos a impedir q algum colega tentasse furar aqueles aglomerados humanos. Não tinha grande coisa a fazer, e percebi q dificilmente haveriam aulas. Peguei nas minhas coisas e fui atrofiar para outro sitio.
Ora meus amigos, eis o q me atormenta: nos tempos de hoje, as proprinas são bichos abolidos (ou quase) em tempos de governos de esquerda, e voltam com os de direita. Já lá vão os tempos do Salazarismo em q não só a censura era de graça, também a cultura o era. O governo é de direita, as propinas aumentam (e já agora, sim, é propinas q se diz e não proprinas como os nossos amigos intempestuosos e apolitizados anarquistas tendem a escrevinhar pelas paredes). Lutamos então pelo direito individual ? educação!!!! wwooowww E mais!!! Pela democracia e pelas suas colunas-mestras no ensino de qualidade pago pelo estado!!! yyeeeaaahhhh. O meu conceito de democracia, corrijam-me se fujo muito às tendencias "dicionáricas", será qualquer coisa como isto: quero entrar na minha faculdade, paguei o direito de cá estar (com notas e com notas) não vai ser um colega meu a impedir-me. Pois, mas deixem-me então explorar um pouco mais esse conceito de democracia.
Ao contrário de alguns de vocês, como veio ao caso discutir isto, estou plenamente de acordo com o aumento. Os níveis de insucesso são alarmantes, tal como os níveis de qualidade das faculdades. O mau argumentador dirá: "se as faculdades são más, méne, então agente (da polícia) vamos pagar mais????????" Contraponho com o seguinte: a economia está fraca, querem q o dinheiro venha donde, aumentar o endividamento do estado? Não será melhor pagar pela qualidade? O argumentador português dirá: "Vai lá melhorar, vão mas é meter a guita ao bolso e encher as casas-de-banho dos ministros de torneiras de 150 contos!!". N?o contraponho, suspiro, a ver vamos, n?o nos resta senão isso. Mas a multidão grita: "e aqueles q não podem pagar??? e aqueles q trabalham q se desunham para subir o estatuto social, e esses hein?" Ora vamos lá a ver, alguém leu o o decreto do diário da república?? eeerrrr mas então estamos a criticar com que bandeira hasteada? A da ignorância ou a da superficialidade? Sim, existem casos de bolsas para quem, de facto, tem dificuldades. E vossa mercê não está contemplado??? E vai deixar a faculdade por causa dos aumentos????? Não pois não, então para quê tanto barulho. Certo que para alguns de nós vai ser mais dificil, mas o ensino superior é um investimento, não uma regalia. O país andará à custa de quem estuda hoje, de quem leva 15 anos a fazer um curso de 4, de quem apanha bubas todas as semanas neste magnífico espírito universitário? De quem não sabe conjugar um verbo ou escrever proPInas? A democracia na minha opinião é isto. A igualdade de direitos é isto. Os que podem pagam mais para os q não podem pagarem menos... pena é que este conceito tão marxista, nos dias de hoje, tenha q ser aplicado por um governo de idiotas de direita, a brincar à política.
O mau argumentador dirá: "quero mesmo ver essa lei a funcionar, a ver se quem realmente é pobre poderá continuar os seus estudos!" Não contraponho com nenhuma resposta, mas com outra pergunta: mas este barulho todo é por causa desses, ou por causa de cada um de nós, q se calhar vai ter uma árvore de Natal um pouco mais modesta?
siga nisso nas ultimas 2 semanas as praxes nao me deixaram nem um bocadinho das sextas feiras, mas nesta já tou de volta ao activo..vemo-nos no sitio do costume

Isto assim não dá.... 

Mto bem, que lindo blog... confesso ainda n perceber totalmente o que é um blog mas parece que já me vão explicar!?

hannn?! isso é que é um blog... tá bem... aqui vai!!!

o que eu queria dizer é que o imperio (castália... depreenda-se) está mal!!!!!! Esta mal meus amigos... o ppl disperça-se, n aparece... as actividades ludicas feitas em conjunto tb ja n são muitas... ou nenhumas! poucos são os que não vão lá só mostrar o cadáver e dp vão a correr para casa... (semana passada: eu barreto e prima do barreto... é um exemplo mas já aconteceu mais vezes)
Todos temos que fazer... ou nao; pura preguiça, todos temos novo amigos/as que n aqueles do liceu, todos temos faltas de dinheiro... mas n é isso que vai impedir de nos reunirmos numa bela pandega (semanal) seguida de algum evento de carácter definitamente alcoolico (de preferencia) que nos permita curtir um pouco mais este maravihoso momento na vida que vivemos -> Ainda NAO somos adultos, nem já somos crianças sermos um bando se homo sapiens sapiens (machos e femêas) a fazer merda a torto e a direito e com mto pouca consciencia disso... vida de universitario... n quero largar-me mais... vemo-nos por ai abraços e beijos aos respectivos.

Pisoal aparecam mais :D kátia ja disse kkoisa

Terça-feira, Outubro 14, 2003

Isto está mto abandonado! Ninguém vem cá dizer nada! :(

Meu Deus 

Porra tava dificil! Mas já cá estou! :D

Segunda-feira, Outubro 13, 2003

olá 

queria so dizer que estou mto contente por estar aqui, é a realização de um sonho d infância

por agora as novidades que posso dar são que o meu irmão está neste momento em pullman, que fica no estado de Washington (canto superior esquerdo dos eua), e tem um companheiro de casa indiano chamado ashok, que comeu espinafres com sementes de girassol e anis ao jantar..também posso dizer que as vias de sensibilidade exteroceptiva termo-álgica partem do 1o neurónio cujo corpo está situado no gânglio raquidiano, e cujo axónio segue a raiz posterior para terminar na cabeça do corno posterior ao nível da camada zonal de Waldeyer, da substância gelatinosa de Rolando ou do núcleo da cabeça ou funicular de Crosby, onde se encontra o 2o neurónio

..de resto está tudo bem obrigado

Já temos users adicionados!!!!! 

os artistas finalistas CSCM 2000 são:
prats
barroca
zé miguel
myriam
bruno ferreira
bruno santos
miguel
barreto
katia
gonçalo
artur
joão luís

os artistas convidados são:
inês dias
carla simões
ricardo
hugo
maria andrés

outros artistas virão com certeza. mantenham-se tunados :D



Sexta-feira, Outubro 03, 2003

Inauguração 

A moda anda por aí, e pensei fazer isto. A ver como funciona. Ajudem-me a fazê-lo :D
Para postarem e tal, acho que só se eu vos autorizar e em modo de admin. Se assim não for, digam-mo. Nos entretantos mandem-me os vossos mails que (depois da devida despistagem) eu vos adiciono.

p.s.: esta merda não mete os acentos como deve ser... vou pedir ajuda ao pipi

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